Top 5 momentos no S.A.D

Um grupo de “doutores” se reúne para ler casos de ouvintes e aconselhá-los, com muito bom humor. Esse é o S.A.D – SEU ALÍVIO NO DIVÃ, podcast que tenho a honra de participar desde o final de 2018. O programa é do site Seriadores, uma holding que tem diversos podcast, sendo o S.A Cast o principal, mas voltado para séries.

No dia 21/09, o Facebook me lembrou que completamos bodas de algodão. S2

Ilustrações: @jeff.ilustra

Para homenagear os leitores que vieram por causa do S.A.D, e também para aqueles que não conhecem essa minha vertente, preparei uma lista com meus 5 momentos preferidos no SAD!

5) S.A.D 72

Essa edição é perfeita para os marinheiros de primeira viagem no S.A.D. Ela me marcou por ter sido a primeira que eu participei, mas também ajuda àqueles que estão chegando agora a se situarem. À medida que o então convidado (eu mesmo), vai entendendo como o programa funciona, o ouvinte também consegue ter uma boa noção de como o S.A.D funciona.

Caso memorável: a bezerra xamânica

“Mais um Dia Normal na Heterolândia”
Um desabafo após o jogo de pôquer foi suficiente para acordar a bezerra de Rodrigo, esse rapaz gay que se viu irremediavelmente seduzido pelo primo hétero prestes a se casar. A despeito de ser uma pessoa muito controlada e do esforço para terminar os atos carnais, ele não consegue calar sua criatura xamã mugindo num crescendo progressivo e intenso, no canto mais recôndito de seu cérebro.

Clique aqui para escutar

4) S.A.D 78

Muitos dos meus momentos mais divertidos no S.A.D envolvem alguma self exposition desnecessária. E é o caso dessa edição, quando dou dicas para um dos ouvintes fazer uma depilação anal. A dica em si não é um problema, ele depois até retornou dizendo que seguiu o passo a passo e se deu bem. O problema está na narrativa e no excesso de detalhes. Ouça aqui.

Caso memorável: Harry Puta

SADúvida: “Como me livrar do inconveniente que são os pelos na retaguarda?”

3) S.A.D 87

Adoro essa edição por marcar meu reencontro com Camis Barbieri – essa diva icônica que arranja emprego para as pessoas. Sou fã dessa moça que te arranja arroz com feijão para comer às 23h30 e com quem eu tive a alegria de integrar o elenco no saudosíssimo Podmaníacos. Foi para matar saudade da canalhagem e sapiência da Barbieri Original – recuse imitações (brinks Alê).

Caso memorável: Ai que rodo gostoso

“Mordedura Cabal”
Indignada com as constantes marcar de dente em seu rodo, Mona está disposta a ir às últimas consequências para descobrir quem é o cliente feticheiro com tara em morder o cabo. Estudante de filosofia, mais compreensiva, Tilelê acha que a amiga está sendo misógina e não sabe o aperto que ele pode ter passado para recorrer às dentadas.

Vem ouvir nesse link.

2) S.A.D 99

Os ouvintes estavam inspirados nessa edição. Ela traz um de meus casos favoritos pelas reviravoltas e imprevisibilidades do roteiro. Walcyr Carrasco chorou lágrimas de sangue depois de ouvir tamanha criatividade. Escute aqui.

Caso memorável: Bode no carro funerário

“Rinheiros Ornamentados no Xênon Fuleiro”
Comer coxinha, espetinho e paçoca com o Xandi foi só o início da história de Dana, que subiu sem medo na camionete funerária do rapaz, buscou a Zumira e partiu numa jornada rumo a rinhas de galo, roubo de bode e chantagem de gente com bafo.

1) S.A.D 114

Essa edição superou todos os limites da exposição desnecessária. Foi a primeira vez que fiquei constrangido ao ouvir os absurdos que falo (nada digno de cancelamento, esse é o 119) durante uma gravação. Mas para você, que não sou eu, tá sussa manter o distanciamento. Um dos meus momentos preferidos é quando conjugo o verbo punhetar (again, qual a necessidade?) Ouça!

Caso memorável: o alcoontecimento

“Na Ponta dos Dedos”
Caipirinhas, dedos e abraços na noite compõem esse thriller de suspense pornográfico entre colegas de apartamento que tem tudo para acabar mal.

BRINDE – INDIE TIME

Gente, o Indie Time é o podcast do podcast. Todo material aparentemente desconexo que não entra no S.A.D, ganha uma nova roupagem e ressignificação nas mãos talentosas do Leonardo Oliveira. Algumas das maiores risadas que já dei escutando o S.A.D foram no Indie Time, e também onde eu descubro as falsidades – tô falando de vocês mesmo, seu Sidney e dona Alê!

No Indie Time Proibidão do Ombro em V, realizo o sonho de participar do programa e, de quebra, ganho uma edição toda autocentrada. Promessa garantida de risadas!

A despedida de uma flor

Eram duas flores que não estavam mais na flor
Uma delas, até tinha esquecido que era flor!
Não por sua culpa. Era, apenas, a vida.

Desde muito botões foram colocadas lado a lado
Criaram raízes muito fortes e se mantiveram ali,
Juntas, suportaram tempestades, ventos, pragas e monções.

Uma delas é um encanto de rosa.
A outra, pasme só, costumava ser um cravo. Virou roso.
É claro, porque para fazer par com a rosa só mesmo sendo um roso!

O roso e a rosa…

A rosa amou um roso
Que coisa mais engraçada.


E floresceram! Nasceram flores tão lindas, mas tão lindas…
E diversas também.
Floresceram tanto, que logo se viram em meio a um imenso jardim.
Essas flores encontraram outras flores.
Que encontraram outras flores, e outras flores.
Algumas ficavam por um tempo.
Outras iam embora sem se despedir.
Outras simplesmente preferiam florescer em outros jardins.
Outras, eram arrancadas.

O roso ficou ferido
E a rosa despaçada.


Havia também algumas flores que já estavam ali.
Até antes daquelas duas flores que não estavam mais na flor.
Que já não exibiam as mesmas cores, as mesmas texturas, o mesmo aroma…
Mas estavam ali, juntas.

…ou a despedida de uma flor

O roso ficou doente,
A rosa ao seu lado está.
O roso fora arrancado
E a rosa pôs-se a chorar.


Fora arrancado. Do chão. Da rosa.
De todas as flores daquele jardim.
A rosa ainda pulsa. Precisa continuar seguindo.
Continuar seguindo. Redundâncias que fazem sentido.
Ou precisam fazer sentido.

É a vida. Só sabemos que ela segue.
E todos os dias precisamos encontrar novos motivos.
E continuar seguindo.