Olhos de Lince

olho de lince

Esse é um poema que de cara me tocou bastante. Também pudera, o conheci na marcante interpretação de Maria Bethânia. E é com um trecho em vídeo dele que decidi começar esse Blog. Não gosto de escrever/falar/atuar/performar sobre o que não sinto. No dia em questão, “Olho de Lince” falava muito ao meu coração. Por isso, decidi compartilhar. Segue abaixo o poema na íntegra. Os autores são Waly Salomão e Jards Macalé.

Olhos de Lince

Quem fala que sou esquisito, hermético
É porque não dou sopa, estou sempre elétrico
Nada que se aproxima, nada me é estranho
Fulano, sicrano e beltrano
Seja pedra, seja planta, seja bicho, seja humano
Quando quero saber o que ocorre a minha volta,
Ligo a tomada, abro a janela, escancaro a porta
Experimento tudo, nunca me iludo
Quero crer no que vem por aí, beco escuro
Me iludo, passado, presente, futuro
Reviro na palma da mão o dado
Presente, futuro, passado
Tudo sentir, de todas as maneiras
É a chave de ouro do meu jogo
De minha mais alta razão
Na seqüência de diferentes naipes,
Quem fala de mim, tem paixão.

(Waly Salomão e Jards Macalé)

Agora que você sobreviveu a essa experiência, veja abaixo o poema na íntegra, na expressão definitiva de Bethânia.

Não interessa de onde você veio, apenas seja bem-vinde. Vai ser um prazer compartilhar e trocar com você!